quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Existe este tal poder da mente?

Imaginemos a cena: alguém abre a torneira da pia e diz que a fonte da água é aquele cano ou ao andar de automóvel, conclua que a energia possibilitadora da mobilidade do móvel, advenha do motor. Fácil saber que tais afirmações só encontrariam resguardo na mente de uma criança. Claro é que o cano e o motor são meios e não fontes. Algo similar se pode dizer sobre a mente humana.

É necessário se compreender que nossa aparelhagem psíquica é instrumento do Poder e não fonte. Imaginemos o curso de um rio que em determinado ponto possue uma barragem. As águas são represadas e escoam pelos côrregos formando outros pequenos rios, ao longo dos quais se forma vegetação específica com cada solo e condições ambientais. Agora, entendamos o rio como a vida, a barragem como a mente e os pequenos rios como sendo nossos pensamentos e crenças que destinam a água a cumprir seus conteúdos representados pelas vegetações. Assim, fica fácil compreender que a mente não possue poder em si mas que este tal poder está no fato de direcioná-lo.

O poder pertence a Deus ou ao Eu Sou, a centelha divina. E aí está a fonte. Dizer que a mente humana possue poder seria o mesmo que dizer que um cano possue água em si mesmo sem precisar de uma fonte primeva. Esta compreensão é importante para se tirar a pseudo autonomia que o homem tem, achando-se desligado de sua origem, seu verdadeiro Ser, e para a qual deve se redirecionar. A capacidade de reproduzir e de conhecer deram ao homem a impressão de ser auto-suficiente.

Com auto-conhecimento, pois, permite-se colocar a personalidade humana em seu verdadeiro desígnio: a de canal do Ser e não a de senhora. Lembremos as palavras do Cristo: "Eu por mim nada posso fazer, é o Pai que está em mim que realiza as obras".

Nenhum comentário: