quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A força da palavra

É generalizado o conhecimento que vivemos a era da informação. Antes, porém, falava-se da era da comunicação. De qualquer forma, sendo que "era" for, temos a palavra como elemento importantíssimo para comunicar ou para informar.

Segundo estudiosos de Neurolinguística, o cérebro humano somente entende imagens. Assim, cada palavra corresponde a uma imagem. É a palavra um pensamento revestido de um vocábulo. Ninguém escuta um discurso, sem em algum momento, imaginá-lo. Certas palavras geram imagens positivas e, por conseguinte, emoções positivas. Para tal ciência, o ser humano é codificado linguisticamente. Talvez assim se entenda o porquê dos antigos dizerem que não é bom se falar de certos assuntos.

Podemos usar o mito da "Torre de Babel" para ilustrar a confusão que seria se não nos preocupassemos como o correto uso da palavra. Um dos aspectos do poder da palavra é exatamente nos fazermos entender e compreendermos o que o outro diz.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Existe este tal poder da mente?

Imaginemos a cena: alguém abre a torneira da pia e diz que a fonte da água é aquele cano ou ao andar de automóvel, conclua que a energia possibilitadora da mobilidade do móvel, advenha do motor. Fácil saber que tais afirmações só encontrariam resguardo na mente de uma criança. Claro é que o cano e o motor são meios e não fontes. Algo similar se pode dizer sobre a mente humana.

É necessário se compreender que nossa aparelhagem psíquica é instrumento do Poder e não fonte. Imaginemos o curso de um rio que em determinado ponto possue uma barragem. As águas são represadas e escoam pelos côrregos formando outros pequenos rios, ao longo dos quais se forma vegetação específica com cada solo e condições ambientais. Agora, entendamos o rio como a vida, a barragem como a mente e os pequenos rios como sendo nossos pensamentos e crenças que destinam a água a cumprir seus conteúdos representados pelas vegetações. Assim, fica fácil compreender que a mente não possue poder em si mas que este tal poder está no fato de direcioná-lo.

O poder pertence a Deus ou ao Eu Sou, a centelha divina. E aí está a fonte. Dizer que a mente humana possue poder seria o mesmo que dizer que um cano possue água em si mesmo sem precisar de uma fonte primeva. Esta compreensão é importante para se tirar a pseudo autonomia que o homem tem, achando-se desligado de sua origem, seu verdadeiro Ser, e para a qual deve se redirecionar. A capacidade de reproduzir e de conhecer deram ao homem a impressão de ser auto-suficiente.

Com auto-conhecimento, pois, permite-se colocar a personalidade humana em seu verdadeiro desígnio: a de canal do Ser e não a de senhora. Lembremos as palavras do Cristo: "Eu por mim nada posso fazer, é o Pai que está em mim que realiza as obras".